A pneumonia é a inflamação dos pulmões, mais especificamente dos alvéolos — local onde ocorrem as trocas gasosas — decorrente de infecção por vírus, bactérias ou, mais raramente, fungos. Os alvéolos se enchem de pus, muco e líquidos, comprometendo sua função. Frequentemente surge após um episódio de gripe ou resfriado e, embora preocupe especialmente idosos e portadores de doenças crônicas, pode acometer pessoas jovens e saudáveis.
Quais os sintomas?
Febre e suor intenso, calafrios e tremores, dor no peito que piora com a respiração, tosse com catarro esverdeado, marrom ou com raias de sangue, respiração ofegante e aceleração do pulso. Em casos graves, lábios e unhas podem ficar arroxeados por falta de oxigenação. Em idosos, pode se manifestar de forma atípica, com confusão mental e queda do estado geral.
Quais as causas?
A pneumonia bacteriana é a mais comum (cerca de 50% dos casos), tendo o pneumococo como principal agente. As pneumonias virais ocorrem mais no outono e inverno e podem complicar com infecção bacteriana. Mycoplasma, Chlamydia e Legionella também são causas. Em pacientes com imunidade reduzida (HIV, quimioterapia), agentes incomuns como o Pneumocystis jirovecii podem estar envolvidos.
Como é feito o diagnóstico?
Pela história clínica e exame físico, com confirmação pela radiografia de tórax. Exames complementares (exames de sangue, tomografia, gasometria arterial, exames microbiológicos do escarro) podem ser solicitados para avaliar gravidade ou identificar o agente.
Quais as complicações possíveis?
A mais comum é o derrame pleural — acúmulo de líquido entre as pleuras, que pode evoluir para pus (empiema) e precisar de drenagem. A bacteremia, quando as bactérias atingem o sangue, é uma complicação grave com risco de vida. Pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares prévias têm risco aumentado de complicações.
Qual o tratamento?
A maior parte das pneumonias é tratada com antibióticos, com melhora esperada em 48 a 72 horas. A maioria dos casos em pacientes previamente saudáveis pode ser tratada em casa; situações mais graves exigem internação para antibiótico venoso e oxigênio. Hidratação adequada é essencial. Após a fase aguda, é fundamental confirmar a resolução radiológica e a recuperação funcional — especialmente após internações.
Prevenção
Vacinas contra pneumococo, influenza, COVID-19 e VSR (em grupos indicados) reduzem significativamente a incidência e a gravidade da pneumonia.
Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. Para conduta individualizada, agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Leão.