Pneumologia · Distúrbio tratado

Gripes e Viroses Respiratórias

Resfriado, gripe e ‘virose’ são doenças distintas. Entender a diferença é o primeiro passo para um tratamento adequado e seguro.

Gripes e Viroses Respiratórias

Apesar de serem frequentemente confundidos, resfriado, gripe e ‘virose’ não são a mesma coisa. Conhecer as diferenças e reconhecer os sinais de alerta evita complicações e direciona o tratamento correto.

Resfriado, gripe e virose: qual a diferença?

Resfriado pode ser provocado por diferentes vírus (rinovírus, adenovírus, parainfluenza) e tem predomínio de sintomas de vias aéreas superiores — coriza, obstrução e prurido nasal, dor de garganta —, com pouca ou nenhuma febre. A gripe é causada exclusivamente pelo vírus influenza e apresenta sintomas mais intensos, com febre alta, dores no corpo e comprometimento do estado geral. ‘Virose’ é qualquer infecção viral, termo usado quando não é possível identificar rapidamente o vírus específico — o que não impede o tratamento sintomático adequado.

Quais os sintomas da gripe?

Início súbito, com febre alta, calafrios, dor muscular (sobretudo em pernas e região lombar), dor de cabeça e prostração. Depois aparecem tosse, dor de garganta e congestão nasal. Pode haver dor ocular e fotofobia. Os sintomas duram em geral 2 a 5 dias, mas a febre pode persistir até uma semana. Idosos podem apresentar astenia pós-influenza por várias semanas após o quadro agudo.

Quando procurar o médico — sinais de alerta

Sintomas que duram mais de uma semana, piora após melhora inicial, secreção amarelada, dor torácica, falta de ar, retorno da febre, escarro com sangue ou prostração intensa exigem avaliação. Tontura ao levantar-se, diminuição do volume urinário e urina muito concentrada indicam desidratação e merecem atendimento rápido.

Como tratar?

Infecções virais são autolimitadas e tendem a melhorar em 4 a 7 dias. Hidratação abundante, repouso relativo e sintomáticos (analgésicos, antitérmicos como paracetamol e dipirona — evitar ácido acetilsalicílico) são as bases. Em casos selecionados há antivirais específicos para influenza e COVID-19 que reduzem duração e risco de complicações — quanto mais cedo iniciados, melhor.

Prevenção

Vacinação anual contra a gripe, doses atualizadas contra COVID-19, vacinas contra pneumococo e VSR em grupos indicados, etiqueta respiratória, higiene das mãos e evitar ambientes fechados aglomerados seguem sendo as medidas mais eficazes.

Se um quadro viral não está cedendo ou você faz parte de um grupo de risco, agende avaliação para conduta personalizada.

Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. Para conduta individualizada, agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Leão.

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