Asma é uma doença crônica que ocorre em todas as idades, com maior prevalência em crianças e adolescentes. Caracteriza-se por períodos recorrentes de tosse, chiado no peito, falta de ar e/ou aperto no peito, decorrentes de inflamação da parede dos brônquios. Também é conhecida como bronquite alérgica — usar apenas o termo ‘bronquite’ não é correto, pois existem bronquites não-alérgicas (por vírus, bactérias, cigarro) que são doenças diferentes.
Quais os sintomas da asma?
Tosse, chieira, falta de ar, cansaço e dor ou aperto no peito. Geralmente os sintomas começam na infância ou adolescência, mas podem aparecer na vida adulta ou até na terceira idade. Tipicamente são intermitentes — fora da crise o paciente pode não sentir nada — e costumam ser mais intensos à noite ou ao acordar.
Asma tem cura?
Não podemos afirmar que exista cura. Porém, asma tem tratamento — e com o uso correto dos medicamentos a doença pode ser controlada, de tal forma que o paciente fique sem sintomas e tenha uma vida totalmente normal. Mesmo quem fica anos sem sintomas mantém risco de reapresentar a doença em fases posteriores da vida; por isso dizemos que a asma foi controlada, não curada.
Quais medicamentos são utilizados?
Existem dois grupos: medicamentos de MANUTENÇÃO (uso diário, mesmo sem sintomas — corticoides inalatórios isolados ou combinados a broncodilatadores de longa ação, antileucotrienos, imunoterapia e, em casos selecionados, omalizumabe), e medicamentos de RESGATE (uso apenas nas crises — broncodilatadores de curta ação, em nebulização ou nas ‘bombinhas’).
Controle ambiental e fatores desencadeantes
Os mesmos cuidados orientados para a rinite alérgica valem aqui: controlar poeira, mofo, ácaros, pelos de animais, fumaça de cigarro, odores fortes e poluentes. Infecções respiratórias, esforço físico intenso sem aquecimento adequado e estresse emocional também podem desencadear crises.
Bronquite aguda e bronquite crônica
A bronquite aguda é geralmente viral, autolimitada, com tosse e expectoração por dias a semanas — antibióticos raramente são necessários. Já a bronquite crônica, definida por tosse com expectoração na maioria dos dias por pelo menos 3 meses em 2 anos consecutivos, faz parte do espectro da DPOC e exige avaliação funcional pulmonar.
Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. Para conduta individualizada, agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Leão.