Saúde
Cada vez mais evidências confirmam: o sistema imunológico depende do sono para funcionar bem. Veja o que a ciência mostra e por que sono é prevenção.
Quem dorme pouco adoece mais. Essa observação antiga, hoje, tem explicação detalhada na literatura científica — e implicações práticas no consultório, especialmente para quem vive em rotinas que sacrificam horas de sono "em troca" de produtividade.
Durante o sono, especialmente nas fases profundas, o organismo regula a produção de citocinas — moléculas essenciais para a resposta imunológica — e otimiza a memória imunológica adquirida por infecções prévias e vacinas. É à noite que o sistema imune "se organiza" para o dia seguinte.
Pessoas que dormem menos de 6 horas por noite têm maior probabilidade de pegar resfriados, respondem pior a vacinas (produzem menos anticorpos) e se recuperam mais lentamente de infecções. Privação crônica de sono também está associada a maior incidência de doenças autoimunes e processos inflamatórios.
Não basta passar 8 horas na cama. Sono fragmentado por apneia, microdespertares, dor, refluxo ou pernas inquietas tem efeito semelhante ao de dormir pouco — e muitas vezes passa despercebido pelo paciente.
Cuidar do sono é parte da prevenção, no mesmo nível da alimentação e da atividade física. Sete a nove horas de sono de qualidade, em horário regular, em um ambiente adequado, são investimento direto em imunidade, longevidade e bem-estar. E se há sinais de que o sono não está sendo restaurador, investigar é mais eficaz do que tomar suplementos.
Próximo passo
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