Especialidade

Apneia Obstrutiva do Sono

Pausas respiratórias durante o sono, muitas vezes silenciosas, que comprometem a oxigenação, fragmentam o sono e, ao longo dos anos, impactam a saúde cardiovascular, metabólica e cognitiva.

O que é a apneia obstrutiva do sono

A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é caracterizada por episódios repetidos de obstrução parcial ou total da via aérea durante o sono. Cada evento provoca queda de oxigênio no sangue e um microdespertar registrado pelo cérebro, mas não percebido pelo paciente. Em casos moderados a graves, esses eventos podem ocorrer dezenas ou centenas de vezes por noite.

Por que muitos pacientes convivem sem saber

Os sintomas costumam ser atribuídos a outras causas — cansaço da rotina, idade ou estresse. Em muitos casos, é o parceiro de cama quem percebe o ronco, as pausas respiratórias e os despertares abruptos. O ronco alto e habitual é, com frequência, a manifestação mais visível da apneia.

O impacto do tratamento adequado

A apneia bem tratada reduz a pressão arterial, melhora o controle do diabetes, diminui o risco de AVC e devolve disposição, humor e desempenho cognitivo — muitas vezes já nas primeiras semanas.

Como o Dr. Marcelo Leão conduz o tratamento

A confirmação diagnóstica é feita por polissonografia, seguida da classificação da gravidade e da escolha individualizada do tratamento: CPAP (padrão-ouro em apneia moderada e grave), placa intraoral, terapia posicional, perda de peso, fonoterapia miofuncional ou, em casos selecionados, cirurgia. O acompanhamento contínuo é parte essencial da condução clínica.

Sinais que merecem investigação

  • Ronco alto e frequente percebido por quem dorme ao lado
  • Pausas respiratórias durante o sono relatadas por familiares
  • Sono não restaurador — sensação de não ter descansado
  • Sonolência diurna, cochilos involuntários, sonolência ao dirigir
  • Dor de cabeça matinal, boca seca, sensação de sufocamento noturno
  • Pressão alta de difícil controle ou diagnóstico recente de fibrilação atrial

Perguntas frequentes

Toda apneia exige CPAP?

Não. A escolha depende da gravidade, da anatomia, do estilo de vida e da resposta a cada terapia. Em apneia leve, placa oral, terapia posicional ou perda de peso podem ser suficientes.

O CPAP é definitivo?

Depende da causa. Pacientes que perdem peso significativo ou tratam fatores estruturais podem reduzir ou suspender o uso. Em outros, o CPAP é a terapia que preserva qualidade e expectativa de vida.

Apneia tem relação com infarto e AVC?

Sim. A apneia moderada e grave não tratada é fator de risco cardiovascular independente, com evidência científica consistente.

Pacientes com ronco alto, sono não restaurador ou diagnóstico prévio sem tratamento adequado se beneficiam de uma avaliação especializada.

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Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Para um plano individualizado, agende uma avaliação.

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